terça-feira, 18 de junho de 2013

007 – À Serviço Secreto de sua Majestade (On Her Majesty´s Secret Service, 1969)


Desde o lançamento da última aventura de 007 nos cinemas, muita coisa havia mudado no mundo. O sonho americano morria junto com John F. Kennedy e Martin Luther King, assim como a guerra no Vietnã corrompia a inocência da população jovem da América. O maior espião do mundo havia se tornado motivo de piada, consumada na realização do filme “Cassino Royale” em 1967, uma sátira burlesca e equivocada com um elenco abastado, incluindo Peter Sellers e Woody Allen, com a participação do lendário John Huston na direção.
Os produtores Harry Saltzman e Albert Broccoli perceberam que era chegada a hora do espião 007 ser reinventado no cinema, adaptado para este novo público que idolatrava a súbita onda de “anti-heróis” que a indústria injetava nas telas. O primeiro problema que enfrentaram foi a recusa do astro Sean Connery em repetir seu personagem, que ele acreditava estar limitando-o como ator sério. A caça por um novo 007 havia começado!
O primeiro passo foi a ousada decisão do talentoso editor dos filmes anteriores Peter Hunt em assumir a direção deste projeto. Ele havia escolhido filmar “À Serviço Secreto de sua Majestade” com uma narrativa fiel ao livro de Ian Fleming ( este acabou sendo o último filme a ter esta preocupação ), que já havia quase saído do papel anos antes.



Hunt também foi o responsável pela escolha do ex-vendedor de automóveis e modelo australiano George Lazenby para interpretar o agente 007. Lazenby nunca havia atuado na vida e foi após um teste de cena com a atriz Diana Rigg que ele foi oficializado na produção. A atriz que co-estrelou esta audição tornou-se Teresa Di Vicenzo, a Bondgirl “Tracy” que entrou para a história da série por ser a única a levar o mulherengo agente ao altar.

O vilão também deveria mudar de atitude, o Blofeld de Donald Pleasence não assustaria tanto quanto as chacinas vietnamitas tão viabilizadas na época, portanto um novo ator foi escolhido para dar um tom mais ameaçador e realista ao personagem : Telly Savalas. Para o papel de sua cruel aliada Irma Bunt, foi escolhida Ilse Steppat.



Na história, James Bond é enviado disfarçado ao encontro de Blofeld nos Alpes Suíços, onde o vilão pretende provar que é um conde legítimo, devido a sua herança sanguínea, enquanto hipnotiza jovens garotas, treinando-as para serem seus “anjos da morte” e disseminar pelo planeta um vírus capaz de esterilizar todos os seres vivos. Nesta missão, Bond recebe a ajuda de um chefe mafioso chamado Marc Ange Draco ( vivido por Gabriele Ferzetti) e de sua filha Tracy, uma condessa rebelde , por quem logo irá se apaixonar.

Ao longo das filmagens, Lazenby mostrou-se um homem arrogante e indócil, causando desentendimentos com os produtores e com Diana Rigg. A certo ponto, questionou a importância de seu personagem em um mundo tão cruel, onde não haveria espaço para a ingenuidade de um espião secreto que todos conhecem pelo nome. Antes do término das filmagens o ator descartou um contrato para sete filmes, fato que levou os produtores a iniciar uma nova procura por possíveis atores para o personagem.

Ele interpretou um 007 sensível, que chora o trágico assassinato da mulher amada na cena mais impactante do filme. Lazenby não fez nenhuma obra importante no cinema após este projeto e já mais velho interpretou um coadjuvante em filmes eróticos da série francesa: “Emmanuelle”, protagonizados por Sylvia Kristel.

O ponto forte do filme foi a magistralmente editada perseguição na neve, com a equipe de esquiadores profissionais liderados por Willy Bogner realizando feitos estéticamente belos e que tornaram-se um símbolo da série.





“007 – À Serviço Secreto de sua Majestade” é um filme formidável, desde sua seqüência inicial musicada por John Barry, que remete aos filmes anteriores, passando pela bela montagem romântica ao som de “We have all the time in the World” cantada por Louis Armstrong até seu final surpreendentemente triste. Peter Hunt em sua única participação na cadeira de diretor realiza uma obra pungente e apaixonada, que merece obter um melhor lugar no coração dos fãs da série.
Ao estrear, obteve um faturamento inferior ao filme anterior, o que levou os produtores a tentar desesperadamente fazer com que Connery retornasse, pelo menos uma última vez.

NOTA : 10 / 10

domingo, 8 de janeiro de 2012

Com 007, Só se Vive duas Vezes (You Only Live Twice, 1967)


 


Os produtores queriam filmar “À Serviço Secreto de sua Majestade” logo após o filme anterior, porém não tiveram sucesso em encontrar boas locações e em alta altitude, que a trama exigia. Somado a isto, havia uma crescente vontade de Sean Connery em se desligar do personagem e alçar novos picos em sua carreira. A pré-produção foi rápida, pois Connery estava com seu contrato prestes a expirar e os diretores Terence Young e Guy Hamilton não estavam disponíveis para assumir o quinto filme da série.
O comando da produção ficou a cargo de Lewis Gilbert, um diretor sem muita expressão, que acabou dirigindo três filmes da série, sendo dois deles talvez os mais fracos da franquia ( “You Only live Twice” e “Moonraker”).
O roteiro foi escrito por Roald Dahl ( famoso por ter criado “A Fantástica Fábrica de Chocolates”) baseado no livro homônimo de Ian Fleming, escrito em 1962.



A história é simples e pouco interessante: Blofeld, direto de uma base japonesa, seqüestra uma nave americana em pleno espaço e pôe a culpa no governo soviético. Pouco depois seqüestra uma nave soviética e o governo americano leva a culpa. O conflito é iminente, mesmo que pouco inspirado.
007 então é enviado ao Japão, onde irá precisar se tornar um oriental, casando-se com Kissy Suzuki (talvez a mais inexpressiva Bondgirl da história, Mie Hama) e aliando-se a um grupo do serviço secreto japonês, liderado por Tiger Tanaka ( interpretado por Tetsuro Tamba). Juntos irão liderar uma invasão em massa ao esconderijo do vilão : O interior de um vulcão extinto.
O filme merece crédito ao mostrar pela primeira vez o rosto do nêmesis de 007. Ernst Stavro Blofeld é interpretado pelo ator Donald Pleasence, que entrega uma performance discreta, porém enigmática do ambicioso vilão. Mesmo tendo seu personagem sido interpretado por três atores diferentes em três filmes, sua versão é a mais lembrada pelos fãs, inclusive sendo alvo de sátiras como o Dr. Evil dos filmes de Austin Powers.



Outro ponto alto do filme é a inclusão de uma ótima gadget : A “Little Nellie”, um helicóptero de pequeno porte, projetado exclusivamente para o filme e que mostra seu poderio em uma antológica cena de batalha aérea ao som da ótima melodia de “007”, composta por John Barry.


Outra cena que eu gosto muito é a da luta encenada entre Bond e vários capangas de Blofeld acompanhados de cima pela câmera de um helicóptero, que dá uma dimensão muito maior àquela que poderia ser apenas mais uma cena de luta corporal na série. Crédito merecido ao editor Peter Hunt.
A canção tema foi entregue à Nancy Sinatra , filha do grande Frank Sinatra. A melodia criada por John Barry utiliza-se de arranjos inspirados na música japonesa e sua letra foi escrita por Leslie Bricusse, a mesma responsável por Goldfinger, quatro anos antes.

O faturamento global de “You Only Live Twice” ultrapassou 111 milhões de dólares e, mesmo não tendo sido um ótimo filme, garantiu uma continuação. Só que da próxima vez, o elemento crucial no sucesso da série iria se ausentar. Sean Connery recusou-se a interpretar James Bond mais uma vez. Seria este o fim da franquia?


You Only Live Twice Trailer (1967)






Link para download do filme e legendas: You only live twice - 1967


  • Baixar  007.You.Only.Live.Twice.1967.UE.iNTERNAL.DVDRip.XviD-iNCiTE
  • Titulo Original: You Only Live Twice
  • Titulo em Português: Com 007 Só Se Vive Duas Vezes
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  • Ano de Lançamento: 1967

  • Gênero: Ação,Aventura,Ficção Científica
  • Diretor: Lewis Gilbert
  • Duração: 117 min
** OBS: Os links para download disponibilizados aqui foram encontrados na web. Não faço upload de nenhum material neste blog!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball, 1965)

         

    




Após o diretor anterior ter injetado adrenalina na franquia já em ascenção, era chegada a vez de Terence Young reassumir o comando pela última vez.
A produção foi marcada por uma forte desavença jurídica. Quando Ian Fleming escreveu o livro “Thunderball” em 1961, ele pretendia que este fosse o roteiro para a primeira aventura do agente no cinema, para isso recebeu ajuda de um co-autor chamado Kevin McClory. Porém quando o filme foi cancelado, Fleming novelizou o roteiro escrito por ambos e não citou que a obra havia sido escrita em parceria com McClory. Este “duelo” de paternidade da obra rendeu problemas futuros ( como o filme bastardo da série lançado em 1983 : “Nunca mais outra vez”, do qual falarei em breve ) e um pequeno atraso na produção.
Na história, a organização criminosa S.P.E.C.T.R.E seqüestra duas bombas atômicas e ameaça destruir uma cidade inglesa ou uma cidade norte-americana se não receber um polpudo resgate. O agente 007 é enviado às Bahamas para deter os planos nefastos de Blofeld e seu “braço direito” Emílio Largo.
Largo é vivido pelo italiano Adolfo Celi, que inclusive sugeriu a idéia do tapa-olho que seu personagem utiliza. Como ele mesmo o definia: “Já que ele é um grande pirata da Guerra Fria”. O ator chegou a dirigir muitos filmes para os estúdios Vera Cruz e foi casado durante muito tempo com a atriz Tônia Carrero.
A Bondgirl foi interpretada pela antiga Miss França, Claudine Auger. Dominique Derval, ou simplesmente Domino é amante do vilão e só mudará de parceiro ao descobrir que seu irmão ( vivido por Paul Stassino), um piloto de aviões era apenas mais um peão dispensável no tabuleiro da S.P.E.C.T.R.E.
O filme fez história por ser o primeiro a utilizar câmeras submarinas, levando um prêmio da academia por seus efeitos especiais inovadores.
Com a intenção de repetir o êxito obtido anteriormente com a canção interpretada por Shirley Bassey, os produtores escolheram o cantor em ascenção Tom Jones, conhecido por seu timbre grave e estilo semelhante ao de Elvis Presley ( que inclusive foi cotado para interpretar a canção, sendo interpelido por seu empresário ). A canção “Thunderball” emplacou e ficou em vigésimo quinto lugar na parada de Top 100 da revista Billboard.
Muitas cenas foram marcantes e são lembradas com carinho pelos fãs, como a fuga espetacular do espião pelos céus utilizando uma mochila voadora ( Jet Pack), facilmente encontrada em exibições hoje em dia, mas muito à frente de seu tempo em 1965.
Sean Connery aqui apresenta seu ápice criativo como intérprete do personagem James Bond, destilando carisma a todo o momento. Um exemplo disso acontece na cena entre Bond e Fiona Volpe ( vivida por Luciana Paluzzi), que invade o quarto de 007 e se banha em sua banheira. Ao constatar a presença da intrusa, Fiona lhe pede algo que possa vestir para sair da banheira, no que James lhe estende um par de chinelos. Os diálogos sarcásticos marcam presença durante todo o filme.
007 contra a Chantagem Atômica obteve um recorde de bilheteria sustentado até hoje. É um filme muito bom, porém as muitas “mãos” no roteiro (Fleming, McClory, Jack Wittingham, Richard Maibaum e John Hopkins) são um fator que atrapalhou um pouco, tornando o filme, por vezes, desorientado.


domingo, 2 de janeiro de 2011

007 Contra Goldfinger ( Goldfinger, 1964 )


Depois de um ótimo começo nos cinemas apresentando o principal agente de sua majestade, James Bond ganha fama e fãs mundo afora através dos filmes seguintes e começa a se estabelecer como uma franquia vencedora.




007 Contra Goldfinger ( Goldfinger, 1964 )




Quando Shirley Bassey entrou para os anais da história cinematográfica cantando Goldfinger, estava sendo dado o último passo na criação de um mito. Seria a primeira vez que uma cantora daria voz à bela abertura idealizada por Maurice Binder dois anos antes.

A fama cinematográfica de James Bond alcançava a América, mas foi somente em seu terceiro filme que a franquia se consolidou atravessando os quatro continentes. O marketing utilizado foi tão poderoso que ninguém parecia imune ao apelo universal do espião 007.
Tudo começou quando os produtores Albert Broccoli e Harry Saltzman contrataram o diretor Guy Hamilton para substituir Terence Young, que estava indisponível na época. Hamilton idealizou uma seqüência-inicial fora do contexto do filme, porém com muito suspense e ação. A cena em que o espião sai da água, retira seu equipamento de mergulho e por baixo dele aparece um sofisticado smoking de paletó branco com um cravo na lapela é a personificação exata do espião perfeito. A idéia de Guy Hamilton tornou-se uma tendência muito explorada nos sucessivos filmes da série.


Outro símbolo de James Bond que faz sua estréia neste filme é o seu automóvel Aston Martin DB5 munido de banco ejetável, localizador ( muitos anos antes do GPS ser criado), metralhadoras e placas rotativas. É importante notar que enquanto o diretor Terence Young foi o responsável pela elegância e charme de 007, as partes mais fantasiosas e criativas foram idealizadas por Guy Hamilton.

Na história, James Bond é encarregado de vigiar um magnata que idolatra o ouro, chegando ao cúmulo de ter um Rolls-Royce todo feito a base do minério. Seu plano : Atacar o Fort Knox e contaminar o ouro do reservatório por décadas. Assim, em pouco tempo, seu ouro iria valer muito mais. O megalomaníaco Auric Goldfinger foi interpretado pelo ator alemão Gert Frobe, um ex-violinista que chegou a integrar o partido nazista, fato que o levou a ter dificuldades em sua carreira. O caso foi atenuado devido ao salvamento de dois judeus durante a segunda guerra.
O ambicioso vilão possui um fiel segurança e motorista particular mudo de nome Oddjob, que ao menor sinal de perigo utiliza-se de seu chapéu preto com aba de aço, capaz de cortar uma estátua. O famoso e misterioso personagem foi interpretado por um medalhista de ouro em levantamento de peso e mestre em karatê, chamado Harold Sakata.
A Bondgirl neste filme foi talvez a mais enigmática e fria de todas. Pussy Galore pilota o avião de Goldfinger e em nenhum momento esconde sua homossexualidade, sendo imune aos galanteios do espião. A atriz inglesa Honor Blackman fez fama com este papel e também estrelou a série “Os Vingadores”.
Duas outras mulheres irão passar pela vida de 007 no filme, porém apenas uma foi imortalizada em uma das cenas mais incríveis da série. Shirley Eaton interpretou Jill Masterson, secretária de Goldfinger que é assassinada da maneira mais cruel possível : Seu corpo seria todo pintado com tinta dourada e ela morreria asfixiada. A cena foi utilizada massivamente no material de marketing do filme.

A perseguição de carros, onde 007 mostra todo o potencial de seu Aston Martin é o ponto alto do filme, com uma magistral edição de Peter Hunt.
O projeto, pleno em criatividade e escapismo foi um sucesso de público, havendo custado 2,5 milhões de dólares e arrecadado 125 milhões, cinqüenta vezes mais no mundo todo.





007+Contra+Goldfinger Download 007 Contra Goldfinger   DVDRip Dual Áudio
Informações do Filme:
Título Original: Goldfinger
Título Traduzido: 007 Contra Goldfinger
Gênero: Ação – Aventura
Ano de Lançamento: 1964
Duração: 1 Hora e 50 Minutos
Qualidade de Áudio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Informações do Arquivo:
Tamanho: 808 MB
Formato: Avi
Qualidade: DVDRip
Áudio: Português – Inglês
Legenda: Sem Legenda
Hospedagem: MegaUpload



Download do Filme Aqui!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Moscou Contra 007 ( From Russia with Love , 1963 )



Neste filme, a gênese de 007 torna-se completa. Com a inclusão do personagem Q ( vivido em dezesseis filmes por Desmond Llewelyn ), um armeiro da organização MI6 que oferece ao nosso herói as últimas novidades do ramo tecnológico, as famosas “gadgets” que sempre salvam 007 no último segundo. Seus flertes com a secretária Miss Moneypenny ( Lois Maxwell ) consolidam-se como uma marca registrada da série, assim como o primeiro grande vilão faz sua aparição inicial, somente com sua voz e mãos, sempre acariciando um misterioso gato. O grande Ernst Stavro Blofeld tornou-se o vilão símbolo de James Bond. Líder da organização S.P.E.C.T.R.E (variação da SMERSH literária), com a intenção de assassinar o agente 007, ele contrata os serviços de um assassino profissional chamado Red Grant, um frio e calculista homicida que mata utilizando-se de um fio-garrote que puxa de seu relógio. O vilão que inaugurou a galeria de “super-criminosos” foi vivido por Robert Shaw, inglês advindo de papéis Shakesperianos nos teatros da Escócia, onde havia sido criado.

Complementando o elenco, uma atriz austríaca de formação teatral chamada Lotte Lenya, interpreta a oficial russa Rosa Klebb, o cérebro por trás da operação criminosa, abaixo apenas de Blofeld.
Vale salientar também a presença de um grande ator, o mexicano Pedro Armendáriz, em seu último papel no cinema, como o aliado de 007: Kerim Bey. O ator sofria de câncer e suicidou-se dias após a conclusão das filmagens.


Na história, 007 é enviado à Turquia para escoltar de volta à Inglaterra uma secretária da embaixada da URSS em troca de uma máquina descodificadora Lektor.
A BondGirl da vez, Tatiana Romanova, é interpretada pela italiana Daniela Bianchi (por muitos considerada a mais bela entre todas da série). Sua primeira cena com Connery causou frisson na época, pois ela aparece nua por um milésimo de segundo enquanto desnuda-se e deita-se na cama à espera de Bond. Eram outros tempos, a cena hoje em dia não causa nenhum espanto.


Dentre as seqüências de ação, destacam-se a batalha no campo cigano, a perseguição ao agente por um helicóptero (baseada livremente na cena clássica de “Intriga Internacional” de Hitchcock) e o embate final entre 007 e Red Grant. A cena a bordo do Expresso do Oriente foi considerada uma das melhores seqüências de toda a série.
Moscou contra 007 não apenas é muito superior ao seu antecessor, como também é melhor que muitos que ainda viriam. Na minha opinião, o filme mais memorável da série.










segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Herói na Literatura


Ian Lancaster Fleming nasceu em Londres em meados de 1908. Começou sua vida adulta tendo trabalhado como jornalista em Moscou e corretor na bolsa de valores londrina. Porém foi com o estouro da Segunda Guerra Mundial que sua vida realmente lhe ajudou a delinear seu futuro. Fleming tornou-se um agente secreto britânico ao ajudar a criar uma operação com o intuito de desinformar os nazistas, implantando informações em documentos secretos.
Com o fim da guerra, Ian Fleming começou a escrever um livro sobre suas tentativas frustradas em jogos de azar, no período em que ficou em Portugal durante a guerra. O livro foi lançado em 1953 com o título: Cassino Royale(que anos mais tarde veio a se tornar um filme no qual falarei mais) e seu personagem principal foi baseado em suas próprias aventuras como agente e em Dusko Popov, um agente-duplo sérvio que ele havia conhecido em um cassino em Estoril. Popov era famoso por sua vida boêmia e por estar sempre acompanhado de belas mulheres.
Em sua primeira missão literária, o espião James Bond é humano e passível de erros. Ainda dando seus primeiros passos na organização, tendo ganho recentemente o seu cargo como duplo-zero, onde lhe é concedida a licença para matar. Famoso entre seus superiores por ser um exímio jogador de Baccaratt, é enviado a Montenegro para enfrentar Le Chiffre, um tesoureiro de perigosos comunistas e o embate será travado numa mesa de jogo no Cassino Royale.
Em 1954, Fleming escreveu o segundo livro com o personagem: Live and Let Die (Os outros que se danem / Viva e Deixe Morrer), onde Bond enfrenta o criminoso Mr. Big, o rei do Harlem, gueto negro de Nova York.
Já mais desenvolto em sua segunda incursão, o agente encara práticas de Vodu e misticismo enquanto tenta salvar uma cartomante do controle possessivo de seu mestre. Neste livro, já se encontra o ritmo frenético característico das obras futuras de Fleming. Destaque para a seqüência no mar com tubarões, que foi utilizada posteriormente nos filmes do agente.
Em 1955 e 1956 respectivamente, o escritor criou: Moonraker (Foguete da Morte) e Diamonds are Forever(Diamantes são eternos), ambos bem intencionados, porém fracos em suas execuções.
A obra-prima veio a aparecer em 1957, com a aventura entitulada: From Russia with Love (Espionagem: A Rússia põe o amor a seu serviço/ Moscou contra 007). A obra era dividida em duas partes, sendo os primeiros onze capítulos focados apenas no assassino Red Grant e na organização criminosa SMERSH. Com um final bastante ousado, com uma provável morte do herói, Ian Fleming garantiu seu posto como um dos mais influentes escritores daquela década. Seu sucesso era tão grande que em 1961, o então presidente dos Estados Unidos John Kennedy revelou que “From Russia with Love” era um de seus livros favoritos. Este acontecimento foi o estopim para um súbito interesse da indústria cinematográfica em acolher este fenômeno literário e dar-lhe novos ares.


O INICIO DA CARREIRA DO AGENTE NO CINEMA.





007 Contra o Satânico Dr. No ( Dr. No , 1962)


A dupla de produtores Albert R. Broccoli e Harry Saltzman captaram a essência das obras de Ian Fleming e inseriram toques geniais, como o “cano da arma” no início de cada filme, a seqüência inicial tensa que leva a um final em suspense seguido por um magistral título colorido e povoado de belas silhuetas femininas, criada por Maurice Binder. Assim como a bebida favorita do agente, sua Vodka-Martini “shaked but not stirred” e acima de tudo sua famosa apresentação: “Bond... James Bond”.


Para o papel título e a contragosto dos executivos da United Artists, contrataram um ex-motorista de caminhão escocês chamado Sean Connery. Acredito sinceramente que sem a contribuição deste ator, não haveria uma franquia tão lucrativa até hoje. Seu sarcasmo em cena, o charme que ele imprimiu no personagem foi tão marcante que mesmo após várias encarnações, muitos ainda o consideram o melhor intérprete de James Bond.
Para o papel de Honey Rider, jovem ingênua e valente que cruza o caminho do agente, foi chamada uma suíça, filha de diplomata e que procurava sua grande chance, após participar de filmes pequenos e inexpressivos. Ursula Andress entrou para a história ao sair do mar em um ousado (para a época) biquíni branco, munida de um cinturão de couro onde carregava uma faca de caça. Estava iniciada a era das BondGirls.
Para o papel do vilão Dr. No, convocaram Joseph Wiseman que foi bastante elogiado pela excentricidade e ar exótico que incutiu ao personagem, uma moldura para todos os futuros vilões da cine-série.
A história seguia de perto a trama do livro homônimo de 1958, com poucas mudanças significativas.
007 é enviado à Jamaica para investigar o desaparecimento misterioso de John Strangeways , um membro do serviço secreto , e de sua secretária. As pistas levam-no à ilha de Crab Key , onde um inescrupuloso cientista utiliza-se da inocência e ignorância do povo , que foge de medo ao ver seus “dragões” pilotados , para poder utilizá-los como escravos. O espião contará com a ajuda do agente da CIA Felix Leiter e de um nativo barqueiro conhecido como Quarrel.
A direção ficou a cargo de Terence Young, um cineasta britânico que imprimiu elegância em cada cena, aliás foi o elemento no qual Connery se inspirou para criar vários trejeitos de James Bond. Young conseguiu pegar um roteiro simples e transformar em algo eterno. Dirigiu mais dois filmes da série (From Russia with Love, 1963 / Thunderball , 1964) e faleceu em 1994 após um ataque cardíaco. Sem dúvida, foi co-criador do mito 007.


Muito do sucesso deste primeiro filme deve-se a sua música tema criada por Monty Norman. O James Bond Theme figura na lista dos mais famosos temas instrumentais da história do cinema e criou uma tendência que até hoje é utilizada quando se fala em composições harmônicas para filmes de espionagem.
Entre as cenas inesquecíveis do filme, o embate entre James Bond e uma tarântula venenosa que o acorda no meio da noite é um ponto alto.
O sucesso desta produção modesta (orçamento abaixo de 1 milhão de dólares), um dos filmes da série mais elogiados pela crítica, garantiu mais verba ao próximo capítulo da saga de 007 no cinema.



Download do primeiro filme de James Bond.






Título Original: Dr. No
Título Traduzido: 007 Contra o Satânico Dr. No
Gênero:  Ação – Aventura
Ano de Lançamento: 1962
Duração: 1 Hora e 49 Minutos
Qualidade de Áudio: 10

Qualidade de Vídeo: 10
Informações do Arquivo:
Tamanho: 798 MB
Formato: Avi
Qualidade: DVDRip
Áudio: Ports – Inglês      
Legenda: Sem Legenda
Hospedagem: MegaUpload

DOWNLOAD AQUI!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Aquecimento 007.

Nessa semana lembrei-me de algumas das músicas que foram tema dos filmes de James Bond.  A tradição com abertura musical colou, na minha opinião é o que dá charme ao filme. E com o “Quantum of Solace”, o encargo ficou com Alicia Keys e Jack White. Mas reconheço que os temas que me conquistaram foram outros, em especial o tema de Carly Simon "Nobody does it better", A- ha “The living Daylights”, Cassino Royale “You know my name” e Tina Turner, “Goldeneye”.

Os filmes oficiais de James Bond são:

O Satânico Dr. No 1962 (Sean Connery) 
Moscou Contra 007 1963 (Sean Connery) 
007 Contra Goldfinger 1964 (Sean Connery) 
007 Contra A Chantagem Atômica 1965 (Sean Connery) 
Com 007 Só Se Vive Duas Vezes 1967 (Sean Connery) 
007 A Serviço de sua Majestade 1969 (George Lazenby)
007 Os Diamantes São Eternos 1971 (Sean Connery) 
007 Viva e Deixe Morrer 1973 (Roger Moore)
007 Contra o Homem da Pistola de ouro 1974 (Roger Moore)
007 O Espião que me amava 1977 (Roger Moore)
007 Contra o Foguete da Morte 1979 (Roger Moore)
007 Somente para Seus Olhos 1981 (Roger Moore)
007- Nunca Mais Outra Vez 1983 (Sean Connery) 
007 Contra Octopussy 1983 (Roger Moore)
007 Na Mira dos Assassinos 1985 (Roger Moore)
007 Marcado para a Morte 1987 (Timothy Dalton)
007 Permissão para Matar 1989 (Timothy Dalton)
007 Contra GoldenEye 1995 (Pierce Brosnan)
007 O Amanhã nunca Morre 1997 (Pierce Brosnan)
007 O Mundo não é o Bastante 1999 (Pierce Brosnan)
007 Um Novo Dia Para Morrer 2002 (Pierce Brosnan)
007 Casino Royale 2006 (Daniel Craig)
007 Quantum of Solace 2008 (Daniel Craig)


Download tema de James Bond  –  http://www.megaupload.com/?d=EAJ5AG2L